Psicopatia.
0sexta-feira, setembro 09, 2011 by Fernanda
Eu li uma vez, no blog da Jaya. Ela dizendo alguma coisa sobre pessoas que se amam muito mas mesmo assim tentam sabotar esse amor. Eu e ele somos assim. Nós procuramos todos os momentos alguma desculpa pra matar um pouquinho um ao outro. É um puxão de orelha aqui, um olhar ali. Uma palavra, um gesto.
É ele ir fazer sushi na casa do amigo uma hora antes de eu sair do trabalho e não me convidar pra ir junto. É a toalha emcima da cama. Que eu desligue o telefone na cara dele. Que ele me controle. É ele dizendo que não me faz feliz, me comparando a ex-namoradas idiotas que ele teve e eu querendo esmurra-lo.
Todos os dias, nós estamos destruindo algo lindo. Ah, eu odeio essas atitudes psicotapas para com o amor.
Category Agora
In Sonia.
1quarta-feira, setembro 07, 2011 by Fernanda
Pedi um paragrafo a ele. São cinco horas e vinte e três minutos da manhã e nós não conseguimos dormir. Já perdi a conta de quantas vezes nós dois saltamos da cama para a sala, da cama para a cozinha, da cama para o chão do quarto brincando de quem consegue se soltar do outro mais rápido. Se minha Nevasca funcionasse como se deve, eu sempre ganharia - piada interna.
Segundo Paragrafo. Pra enfatiar o quanto eu estou feliz com ele e o quanto meu amor é grande. Maior que o meu mau humor que me faz jogar na cara dele que daqui a trinta anos ele vai me trocar por uma garotinha de dezenove anos que tenha peitos durinhos e uma bunda livre de celulites e marcas de sol. Meu amor é muito maior do que a triste constatação de que se ele fizer isso eu vou dar pra todos os amigos dele e ele nem se importará com isso. Porque eu já estarei velha e fodida o suficiente pra ele não ter mais ciumes.
Ai o amor.
Category Agora
Coisas não ditas.
0terça-feira, setembro 06, 2011 by Fernanda
Entende uma coisa: Eu vou te perguntar mil coisas, mesmo que você não saiba como responder, ou que você não queira, eu vou continuar perguntando e insistindo nessa coisa de te fazer interrogatórios sobre a sua estranha estadia antes de me conhecer (porque vida, fui eu que te dei). Não é por mal, não é pra arranjar motivo e brigar com você, mesmo que eu goste um pouco. É pura curiosidade de saber pelo que você passou antes de me conhecer e sei lá, ainda mais, curiosidade de saber que caminhos tão longos você percorreu antes de me conhecer, porque demorou tanto.
As vezes eu te odeio. Quero te matar, quero dar pra um outro cara na sua frente só pra mostrar o que eu tenho de pior e trucidar o que você tem de melhor. Mas aí eu iria te amar pra sempre depois. E você não aguentaria isso. É fácil te matar, você é o tipico namorado que morreria se a namorada desse mole pra um outro cara na sua frente, enquanto eu morro um pouquinho todos os dias com as cartas não respondidas, e-mails não lidos. Com esse desleixo, essa falta. Mesmo que você diga que eu estou errada. E você diz que isso cansa. Mas eu continuo te amando, só preciso de cinco minutos.
Eu não sei se me arrempendo de não ter caminhado mais.
Category Do tempo


