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Meses
0sexta-feira, fevereiro 10, 2012 by Fernanda
Preciso de Terapia. Essa coisa boa. Esse lugar de sensação boa onde você pode falar, gritar, chorar, gargalhar e que ela não me julgue. Julgue, mas nunca me conte. Aquela sala onde nada é tão errado, nem o silêncio. ( que pode dizer tanto, não é?) Preciso dela me ouvindo, sorrindo pra mim com aquela boca murcha de senhora e preciso daqueles olhos de anciã India me mostrando como é que se conversa, como é que se comporta uma pessoa boa, elegante e equilibrada.
Eu seria fácil minha terapeuta Pelo trabalho, não, mas pela pose dela de pessoa definida, bem resolvida e que decifra os outros como se todos tivessem uma cartilha pré-definida sobre si para entregar a ela. Eu queria ser ela, velha de cabelos negros e compridos, daqueles que se lava com sabão em pó e ainda assim sai perfeito e nem precisa passar escova, porque ele realmente é perfeito. A pose, A voz, Os trejeitos. A-LINHA-DE-RA-CI-O-CI-NI-O. Daria um rim por essa coisa dela.
Sonhei mais uma vez que eu o deixavae que assim seria bem melhor. Que eu seria mais Feliz, mais Leve, Que teria um Novo Amor, Ele seria Desenhita.Mas que quando eu fosse passear Num parque qualquer da Irlanda e o visse, voltando depois de compras no Mercado, com uma garrafa de Coca-Cola debaixo do braço. Restaria Algo, Resquicio de Alguma coisa Forte. Essa coisa sem nome, sem jeito. Mas que é Palpável, para mim.
Então eu veria debaixo do outro braço dele, Ela, Linda com seus cabelos negros e aqueles olhos azuis olhando em minha direção e depois para ele. "Conhece, amor?"
"Não, não"
Coisas não ditas.
0terça-feira, setembro 06, 2011 by Fernanda
Entende uma coisa: Eu vou te perguntar mil coisas, mesmo que você não saiba como responder, ou que você não queira, eu vou continuar perguntando e insistindo nessa coisa de te fazer interrogatórios sobre a sua estranha estadia antes de me conhecer (porque vida, fui eu que te dei). Não é por mal, não é pra arranjar motivo e brigar com você, mesmo que eu goste um pouco. É pura curiosidade de saber pelo que você passou antes de me conhecer e sei lá, ainda mais, curiosidade de saber que caminhos tão longos você percorreu antes de me conhecer, porque demorou tanto.
As vezes eu te odeio. Quero te matar, quero dar pra um outro cara na sua frente só pra mostrar o que eu tenho de pior e trucidar o que você tem de melhor. Mas aí eu iria te amar pra sempre depois. E você não aguentaria isso. É fácil te matar, você é o tipico namorado que morreria se a namorada desse mole pra um outro cara na sua frente, enquanto eu morro um pouquinho todos os dias com as cartas não respondidas, e-mails não lidos. Com esse desleixo, essa falta. Mesmo que você diga que eu estou errada. E você diz que isso cansa. Mas eu continuo te amando, só preciso de cinco minutos.
Eu não sei se me arrempendo de não ter caminhado mais.
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Do amor da minha vida
0quarta-feira, julho 06, 2011 by Fernanda
Daí que você brotou no meu quintal em junho de 2007, sem perspectivas, mau humorada, gorda, inquieta, mordendo todos os móveis, sapatos, calças e tiaras de cabelo, cagando pela casa inteira, me acordando com lambidas e mordidas no nariz e sendo absolutamente adorável. A coisa mais linda do mundo.
E eu te amei tanto. Nós ficamos tão amigas, todos os dias eu só queria chegar em casa pra te encontrar, Sophia. Todos os meus amigos e parentes concordam que você é a cadela mais linda e graciosa do universo. Que suas patas tem um cheiro bom, que o seu hálito não é nada mau pra alguém que come feito um cavalo e só escova os dentes uma vez por mês, que o seu senso de humor é super inteligente, que coçar suas costas é terapêutico e que deitar no chão com você e mexer nas suas orelhas pode acarretar numa mordida e quatro pontos no nariz. E mesmo assim nós continuamos deitando com você, mexendo em suas orelhas e ouvindo você roncar, porque só você ronca e fica uma gracinha ao mesmo tempo. Só você roubava o meu travesseiro e o meu edredom e ganhava um beijo por isso.
Sinto tanta falta de você. Sinto tanta pena de ter ido embora e ter deixado a coisa que eu mais amo para trás. Será que voccê entende que eu te amo e que eu não tive muitas opções aquele dia? Que se eu pudesse te levar comigo pra debaixo da ponta eu te levaria? E que eu ficaria sem comer só pra você ter seu ossinho no final do dia? Aih, Sosô, isso tudo é tão dramático, tão estúpido, você deve pensar que eu sou uma péssima pessoa, que te abandonei, mas pra onde eu fui não poderia te levar. A dor de ficar sem você dilacera meu coração todos os dias, não tem um dia em que eu não queria sentir seu cheirinho novamente.
Será que você poderá entender um dia que te deixar com ela e com seus irmãozinhos foi a melhor coisa a ser feita? Que eu na situação em que me encontro eu não poderia fazer nada a não ser te deixar ali? Não foi por mal, eu nunca quis abandonar você. Eu te amo, TANTO! Você é tão importante pra mim, é a coisa que mais me preocupa, é o ser por quem eu mais tenho carinho.
Me desculpe, Sophia, eu não queria que nada disso tivesse acontecido. Mas aconteceu e agora eu sou obrigada a seguir uma vida diferente, eu sou forçada a ficar sem você, mas eu fiz um juramento a mim mesma. Eu vou melhorar, eu vou conseguir me encontrar com você novamente. Porque nós somos melhores amigas e melhores amigas não ficam separadas por muito tempo.
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